sábado, 10 de setembro de 2016

Corpos

Três passos para trás
Dois para frente
Um para esquerda
E uma incógnita infinita à direita

O ponto ao meio
São carros sobre os corpos
agitados às doze horas.
É horário de pico na colméia
E as operárias se movem sobre os corpos

Um passo à direita e verás que a construção não acabou,
britadeiras de papelão furam a dura areia de Copacabana
Enquanto os grilos tomam sol
no mar de gente, de gente morta ao sol.

Ao meio tudo é festa
as cigarras cantam
As operárias trabalham
E a rainha vive,

Três passos pra trás,
chove
Dois para frente,
gente,
Um para esquerda,
ao
Todos chegam,
Meio.

sábado, 27 de agosto de 2016

Teste

Uma poesia que te soa,
uma poesia que te bate
um furo na canoa
Inundação de toda arte

A canoa virou,
por deixar ela virar
é por causa do amor
que se afunda no mar